quarta-feira, 15 de novembro de 2017



O professor universitário, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Ricardo Silveira, comenta a crônica A dor de um pai, escrita pelo professor Raimundo Antônio

Raimundo, parabéns pelo texto... ele nos faz refletir fundo sobre essas graves questões presentes em nossa sociedade, questões já tão banalizadas, infelizmente. As drogas avançam nesse país, para onde quer que viajemos: Mossoró, Manaus, Brasília, Porto Velho, Porto Alegre. Precisamos lutar contra isso, mas a solução não parece fácil de implementar; o tráfico se infiltra nos vários canais do poder (suborna juízes e policiais, por exemplo), dificultando qualquer ação que embargue o avanço de seus negócios sujos. Setores de todas as classes sociais, por sua vez, transformaram o uso de cocaína e drogas congêneres num "barato", numa questão de "identidade jovial". Precisam repensar seus conceitos e espero que o façam, antes que o uso maciço de drogas financie a consolidação de um "Estado" paralelo no Brasil. Abraço.
Ricardo Silveira - j_silveira@yahoo.com -  22/03/200808:50

Nota: Ricardo Silveira cursa doutorado na Universidade de Brasília (UnB), de onde escreve.


 Escrito por Paulo Martins às 14h58
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O professor Raimundo Antônio brinda os webleitores com uma bela crônica.

A DOR DE UM PAI

Eram mais ou menos 20h35m de um domingo passado, e o local do diálogo - quase monólogo - foi em frente ao setor de emergência do Hospital Regional Tarcísio Maia, em um dos bancos que circundam o jardim, defronte à entrada principal. Eu tinha ido levar meu filho - rapaz de 13 anos - para que o médico o examinasse a respeito de um mal-estar causado depois da volta de uma viagem. Enquanto a mãe o levava para dentro, fiquei apreensivo, a espera do seu retorno. Esperando, resolvi me sentar um pouco para acalmar-me.
O banco estava solitário, como a esperar por novos visitantes com suas conversas, suas histórias e, na maioria das vezes, seus choros de sofrimentos e perdas. Não demorou muito, sentou-se ao meu lado um senhor, ainda jovem - quase da minha idade - que ficou a olhar o horizonte, impassível, enquanto descia pelo seu rosto um fio de lágrimas. Não quis perguntar-lhe nada. Respeitei aquele momento, não me atrevendo a dirigir-lhe a palavra, mesmo que fosse para perguntar-lhe se ele estava bem; se precisava de alguma coisa; se eu podia ser-lhe útil. Foram minutos infindáveis.
Vez por outra eu o contemplava, na esperança que, ao olhar-lhe, criasse uma espécie de vínculo e o mesmo pudesse dizer o que estava sentindo ou o que realmente estava causando aquela tristeza, traduzida em seu rosto pelo enxugar das mãos nos olhos e, de vez enquanto, o soluço disfarçado em um pigarro.
Levei a mão ao bolso da camisa e tirei o maço de cigarros oferecendo ao companheiro de banco, na esperança de que o mesmo deixasse, por um momento, de contemplar o vazio e se dispusesse a conversar, para quem sabe, aliviar o que estava sentindo. Aceitou. Colocou-o entre os lábios e eu prontamente acendi-o. Deu uma longa tragada - dessas em que a brasa se torna viva - e olhando para o cigarro entre os dedos, falou pela primeira vez: "-Que vício desgraçado! Isso mata lentamente e todo mundo sabe, porém, ao mesmo tempo, relaxa, entorpece e acalma os nervos". Concordei, ao mesmo tempo em que aproveitei para dizer-lhe que estava tentando parar com essa falsa sensação de bem-estar.
Ele então me olhou bem dentro dos olhos, como a esperar encontrar ali um porto seguro, e desabafou: "-Uns preferem arriscar uma morte lenta, na esperança de que esse vício não seja a causa; outros simplesmente aceleram o vício e morrem antes de começar a viver". E continuou: "-Hoje pela manhã eu vim trazer o meu filho, que ficou internado, e agora à noite eu voltei para vir dormir com ele, trazendo-lhe roupa, material de higiene e comida. Ao me identificar na recepção, fui encaminhado para o médico de plantão, que me deu a mais dolorosa notícia que um pai pode receber. Ele disse que sentia muito, mas, infelizmente - apesar de todos os esforços - meu filho não tinha resistido e estava morto".
Ao dizer isso, aquele jovem senhor deixou escorrer - sem mais se preocupar em disfarçar - a quantidade de lágrimas que tinha retido até aquele momento. Fiquei em silêncio, sem saber o que dizer (acredito que nesses momentos palavras não dizem nada), pedindo a Deus que protegesse o meu filho e que me devolvesse são e salvo.
O silêncio que se fez só foi quebrado - em várias vezes - pela chegada das ambulâncias, carros de polícia e de particulares, com pessoas, vítimas das mais diversas gravidades.
"-Vinte anos!" Disse. "-O meu filho tinha apenas vinte anos e morreu de uma overdose de cocaína! Tanto que eu lutei para que ele largasse as drogas! E agora? Como é que eu vou dar essa notícia à mãe e aos irmãos dele?" Continuei calado, apenas olhando-o. Não sabia o que dizer. Passavam em minha mente, vários filmes de casos semelhantes - alguns com óbitos - de alunos meus.
"-Espero que ele agora consiga, finalmente, a paz junto ao Senhor. Ele não vivia mais. Acordava para o vício e dormia somente quando o vício dominava seus sentidos", murmurou.
Levantou-se, olhou para mais uma ambulância que chegava, apertou a minha mão, se desculpou (aquilo me doeu! Por que ele se desculpou? Era eu que deveria pedir desculpas! Sim! Não tivera coragem de dizer alguma coisa que pudesse aliviar aquele sofrimento!) e saiu, enxugando com as costas das mãos o restante do seu desabafo.
Maldito mundo cruel. Exclamei. Quantos jovens ainda precisam sucumbir, para que os outros entendam que esse é um caminho sem volta? Quantos lares ainda serão destruídos para que a sociedade se mobilize, efetivamente, para erradicar essa praga?
Finalmente o meu filho veio em minha direção, completamente refeito da indisposição que o trouxera até ali. Sem dizer-lhe nada, abracei-o com força. Jurei naquele abraço que jamais deixaria de lutar por uma sociedade mais justa, sem vícios e livre de parasitas que enriquecem a custa da desgraça alheia.


 Escrito por Paulo Martins às 21h13
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Para a reflexão dos webleitores, um texto da palavra de Deus
  
Bendirei o Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios.  
Gloriar-se-á no Senhor a minha alma; os humildes o ouvirão e se alegrarão.  
Engrandecei o Senhor comigo, e todos, à uma, lhe exaltemos o nome.  
Busquei o Senhor, e ele me acolheu; livrou-me de todos os meus temores.  
Contemplai-o e sereis iluminados, e o vosso rosto jamais sofrerá vexame.  
Clamou este aflito, e o Senhor o ouviu e o livrou de todas as suas tribulações.  
O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra.  
Oh! Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia.  
Temei o Senhor, vós os seus santos, pois nada falta aos que o temem.
Salmos 34, versículos 1 a 9.


 Escrito por Paulo Martins às 21h54
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Compartilhamos com os webleitores mensagem enviada pelo líder evangélico Immer Martins, dirigente da congregação da Assembléia de Deus na Penitenciária Agrícola Mário Negócio

Para Cada Tempestade, Um Arco-Íris;
Cada
Lágrima, Um Sorriso;
Cada Cuidado, Uma
Promessa;
Uma Benção Para Cada Provação.
Que Para Cada Problema...
A Vida Te Traga
Alguém Fiel Com Quem Possa Dividir.
Para
Cada Olhar, Uma Doce Canção...
E Uma
Resposta Para Cada Oração!
Fica Com Deus


 Escrito por Paulo Martins às 21h38
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O professor estadual Raimundo Lopes envia comentário ao blog sobre a questão dos flanelinhas no centro de Mossoró
Venho reiterar o que foi dito em seu comentário. Infelizmente, o centro da cidade (ou em qualquer lugar onde haja aglomeração) se tornou uma zona loteada, onde o espaço é disputado por um sem número de pessoas desocupadas, intituladas de “flanelinhas”, que arbitrariamente cobra por um serviço que você não contratou e, ainda por cima, lhe ameaça quando você se recusa a participar desse tipo de paternalismo.
É evidente que o problema é social e que, muitos dos que por ali circulam - marcando seu território - são pais de família que tiram o seu sustento do que arrecadam com as gorjetas. Entretanto, tornar esse assistencialismo oficial, sem que as autoridades tomem providências, é mascarar um grave problema de políticas públicas para absorver essa camada da população que se encontra ociosa, a margem da sociedade e que, por isso mesmo, invade as principais ruas da cidade e dela se apossa, desafiando a ordem, cobrando por um serviço não oficial e com aquiescência das autoridades.
Continuando sobre os “flanelinhas”: essa semana eu passei pela experiência de ser desacatado por um deles, fato que me revoltou muito, pelo simples fato de que, no meu desespero por tentar uma autoridade policial para me proteger, o espaço da praça Vigário Antonio Joaquim não me apresentou nenhum. Isso me revoltou! Foi preciso agir por conta própria, enfrentando-os.
Melhor contar: eu estacionei em frente à Rádio Rural (tinha ido participar, juntamente com o jornalista Mário Gerson, da pauta da emissora, como aula prática da faculdade), às 08h00 e antes de descer do veículo já tinha um “flanelinha” ao lado querendo “lavar o carro”. Falei que não precisa ser lavado e ele insistiu dizendo que não custava muito. Diante de nova recusa, ele me perguntou se eu ia demorar muito. Falei que não. Ele então me disse que ia “pastorar”. Eu apenas desci e não respondi nada.
Na volta, ao abrir a porta do carro, o “flanelinha” - que estava jogando baralho com mais dois, na praça - ao me ver, gritou, acenando para eu parar. Estranhei a atitude, mas, para ver no que ia dar, fiquei parado esperando a chegada dele (que veio acompanhado por outro). Ao chegar do meu lado, ele foi logo dizendo: “- Pô! você disse que ia demorar pouco, por isso não me deixou lavar seu carro e, na verdade, só agora aparece! Tinha dado tempo de sobra!” É claro que nesse momento eu já me encontrava no limite da paciência (mesmo porque o sol estava forte) e estava sendo impedido de entrar no meu próprio veículo.
Para não partir os finalmente, eu tirei a única cédula que tinha (R$ 5,00) e pedi que ele me devolvesse R$ 4,00 de volta. Qual foi a minha surpresa quando o mesmo falou que, pelo tempo que tinha ficado estacionado, o preço era o valor de R$ 5,00. Nesse momento corri a vista para pedir socorro a um policial e como não encontrei, o jornalista que estava comigo foi quem me socorreu, enfrentando-os. O pior foi olhar no retrovisor e ver o "flanelinha" anotando a placa do carro. Pode?
 Raimundo Lopes - rsouzalopes@hotmail.com - 18/03/2008 21:50h


 Escrito por Paulo Martins às 23h14
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Motoristas reclamam contra a forma agressiva da abordagem dos “flanelinhas” no centro de Mossoró

O blog tem recebido reclamações de webleitores com relação aos flanelinhas que atuam no centro de Mossoró. Donos de veículos se queixam da forma cada vez mais agressiva com que são abordados pelos “guarda-veículos”.
Flanelinhas – menores de idade e adultos – chegam a ameaçar quem não der dinheiro para eles como recompensa pelo serviço, segundo denunciou um dono de carro.
Um webleitor diz que pior é não contar com a presença de policiais militares em locais como a Praça Vigário Antônio Joaquim. “A PM poderia evitar esses abusos contra a população”, ressalta.
Trata-se de um problema social que se agrava em Mossoró. Osflanelinhas são pessoas que, estando desempregadas, vêm ao centro tentar conseguir algum dinheiro para a sobrevivência. Algumas vezes, no entanto, terminam se envolvendo com drogas e praticando atos ilícitos.  


 Escrito por Paulo Martins às 17h39
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Forças se movimentam para concorrer às eleições municipais
As principais forças da política de Governador Dix-sept Rosado se movimentam na sucessão do prefeito Adail Vale. O prefeito se mexe tendo às mãos o poderio da máquina da Prefeitura.
Adail Vale tem anunciado obras em comunidades rurais, nos últimos dias, nas quais a população reclama da falta de ações do município, sobretudo em relação ao abastecimento d’água.
Em seguida ao discurso governista, pesquisas se realizam em algumas comunidades, como forma de aferir a intenção da população.
Paralelamente aos passos governistas, a presidente do PMDB, Lanice Ferreira também se articula. Ela deseja ir à luta para retornar à Prefeitura de Dix-sept Rosado. Nas eleições de 2004, Lanice obteve 63 por cento dos votos, venceu o próprio Adail, mas terminou sendo afastada do cargo pela Justiça.
O ex-prefeito dix-septiense, Francisco Carlos de Oliveira, uma das lideranças políticas do município, voltou a participar de movimentações públicas e dá sinais de que pretende atuar na campanha eleitoral de outubro.
O PT, do vereador Raimundo Avelino da Costa, o Sula do Sindicato, mobiliza suas bases e se organiza para o embate. O Partido poderá ter candidato próprio à Prefeitura, porém seus líderes mantêm diálogo com outras tendências da política local.
Nos bastidores, a atmosfera se eleva com relação à disputa eleitoral 2008.


 Escrito por Paulo Martins às 23h20
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Estudantes da Uern estão produzindo documentário em homenagem a Elizeu Ventania

Alunos da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) estão produzindo um vídeo-documentário em resgate da memória do “rei das canções”, Elizeu Ventania.
Trata-se de projeto da disciplina Agência Experimental em Jornalismo, ministrada pelo professor Tobias Queiroz, do Curso de Comunicação Social.
Os estudantes da habilitação em Jornalismo realizam pesquisa sobre a vida de Elizeu e já começaram gravar depoimentos sobre o autor de canções como Serenata na Montanha e Folha Seca.
No último sábado, pela manhã, eles filmara parcialmente o programa Cultura dos Monxorós, apresentado pelo cantor e compositor Genildo Costa, na Rádio Rural de Mossoró.
Depois, gravaram um debate sobre Elizeu Ventania com a participação do radialista Martins Coelho (Rádio Difusora de Mossoró), do presidente da Fundação José Augusto, agrônomo, poeta e professor Crispiniano Neto, historiador Geraldo Maia e o próprio cantor Genildo Costa.


 Escrito por Paulo Martins às 22h53
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Lançamento da Expofruit acontece nesta terça-feira

A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) convida a imprensa para participar do lançamento da Expofruit 2008 (Feira de Frutas).

O evento será realizado nesta terça-feira, no Mini-auditório do Centro de Convivência no Campus Central da Ufersa.



 Escrito por Paulo Martins às 22h40
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PT exige de partidos igualdade em negociações para pleito deste ano

O Partido dos Trabalhadores (PT) só sentará à mesa de negociação com outras siglas para tratar das eleições deste ano em situação de igualdade. O PT exigirá em Mossoró que os demais partidos retirem suas pré-candidaturas antes de tentarem um entendimento com relação ao pleito.
Segundo uma fonte petista, significa que, não ocorrendo isso, o PT terá candidatura própria à sucessão da prefeita de Mossoró, Fafá Rosado.


 Escrito por Paulo Martins às 22h33

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